Geografia

Efeito estufa (continuação)


O primeiro alerta sobre a redução da camada de ozônio foi dado pela NASA, a partir de estudos feitos entre 1979 e 1986: o escudo vem perdendo espessura e apresenta um buraco de 31 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártida, área equivalente a 15% da superfície terrestre.

Em fevereiro de 1992, a NASA identifica um segundo buraco, desta vez sobre o pólo Norte chegando às regiões próximas ao Círculo Polar Ártico.

Em 1987, os cientistas identificam o cloro presente nos compostos de clorofluorcarbono (CFC) como um dos poluentes responsáveis pela camada de ozônio.

Ele é usado como propelente em vários tipos de sprays, em motores de aviões, circuitos de refrigeração, espuma de plástico, fôrmas e bandejas de plástico poroso, chips de computadores e solventes utilizados pela indústria eletrônica. Com a vida útil de 75 anos, combina-se com o oxigênio, e compõem as moléculas de ozônio e forma o gás cloro.

Os maiores produtores e consumidores de CFC, vivem no hemisfério Norte. Os países desenvolvidos fabricam, em média, 1Kg de CFC por pessoa ao ano. Em 1987 representantes de 57 países reunidos no Canadá assinam o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir a produção de CFC pela metade até 1999. Em junho de 1990 o acordo é ratificado pela ONU. Ele determina o fim gradativo da produção de CFC até 2010. Mais de 90 nações aderem ao acordo, inclusive o Brasil.

Apesar de a emissão de CFC ser maior no hemisfério Norte, é sobre o pólo Sul que surge o primeiro e mais extenso buraco na camada de ozônio. Isso acontece devido à circulação das massas de ar na atmosfera. Elas circulam em camadas sobrepostas - vão dos pólos para o Equador em baixa altitude, e retornam do Equador aos pólos mais elevadas - e são capazes de levar os poluentes a milhares de km de distância do seu local de origem.

No inverno Antártico, de abril a agosto, a região permanece no escuro e os ventos carregados de poluentes giram em círculo, atraindo massas de ar de outras partes da Terra. Em setembro e outubro, a luz do Sol retorna a região e estimula as reações químicas que destroem o ozônio.

Forma-se o Buraco. Em novembro o ar que chega de outras regiões, permite uma recomposição parcial do Escudo de Ozônio. O Buraco diminui de tamanho mais não fecha completamente.

Temos ainda as chuvas ácidas, que são a queima de carbono e de combustíveis fósseis, e de poluentes industriais que lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera.

Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água. O resultado são as chuvas ácidas: As águas das chuvas, assim como, a geadas, neve e neblina, ficam carregada de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície, alteram a composição química do Solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.